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Archive for 2 de junho de 2010

Ternura

 

Ultimamente minha alma tem fugido de mim
corre para ti

 

Não para atirar-se em teus braços
beijar tua boca
colar-se ao teu corpo

 

Simplesmente fugindo de mim
corre para ti

 

E mesmo que te encontre
triste e ferido
quer embalá-lo nos braços
quer cantar a mais suave canção
para que possas acreditar
que ainda há ternura

 

Que os homens não são feitos apenas de barro
engrenagens de ferro
e estupidez

 

Minha alma fugidia
quer acariciar teu rosto
beijar teus olhos
até que durmas e sonhes
para  que depois acordes e sintas
que falar de amor ainda é possível
sentir emoções ainda é possível

 

Ainda é possível mostrar-se
sem que alguém faça de ti
ave branca e frágil
de mira de alvo

 

Ainda é possível abrir a camisa ao vento
molhar-se em uma chuva imprevista
como imprevisto é o sol
e a vontade de viver

 

Mas minha alma quando foge
não te encontra
não descobre teu esconderijo

 

São dois a vagar na hora última
tu, escondido atrás de tua dor
minha alma, atrás de ti
porque é para ti
somente para ti
esta ternura

 

 

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