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Archive for 21 de junho de 2010

Alva Flor

Pequena e alva flor que, assoprando-a, espalha-se em minúsculas pétalas a voarem para o sol, como risos, numa silenciosa alegria interior.

Quando pequena, dizia que eram feitas de minúsculos paraquedas a levarem sementes, luz e vida pelo ar.

Em meu jardim há vários botões e todos os dias um se abre.

Dei a ela o teu nome.

Caule esguio e alto, trazendo no cume sua fragilidade.

Para que não a fira ao mínimo gesto é necessário delicadeza, cuidado, carinho.

Senti-la em meu rosto é como receber uma carícia de tua barba por fazer ou um beijo suave e terno, como o sol outonal de um domingo de manhã.

Às vezes é preciso que se suspenda a respiração para que não a contamine com o hálito da imperfeição dos imperfeitos.

Mas aqui no meu jardim ela não corre perigo algum, tal como você em minha vida.

  

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