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Archive for 4 de agosto de 2010

 

 

De repente interrompi meu caminhar para apreciar a cena.

Vejo esse ballet incrível acontecer diante de meus olhos.

Movimentos flexíveis, harmoniosos, ordenados, como se ali estivesse um maestro invisível a coordenar toda aquela magia.

 No início, lento como a brisa, como se fosse um clássico repleto de detalhes.

Ainda como num clássico, mas tendendo a Tchaikovisky, os movimentos foram evoluindo com maior rapidez, tanta agilidade, até que, como uma grande ventania, começaram a se abraçar, a se beijar, a fazer ruídos como risadas!

Não resisti, pulei para aquele palco, arremessei-me entre eles, abracei-os.

Também os beijei, brinquei de aviãozinho entre eles, roçando em cada um  como uma serpente comprida e ligeira.

E com os braços estendidos como asas comecei a cantar, a correr, a sorrir,  a voar entre eles, com eles!

Somente quem já brincou por entre lençóis, toalhas e roupas dependuradas em varais a secarem ao sol, sabe o que senti naquele momento, quando fiz parte daquele ballet louco e feliz!

Livre e leve como uma borboleta em plena primavera.

 Mas não chegamos ao 2º ato.

A ventania foi tanta, tamanha e tão rápida, prenunciando um temporal, que tive que tirar rapidamente os bailarinos dos varais e convidá-los a pernoitarem dentro de casa, até que o sol saísse no dia seguinte, para que, no dia seguinte, continuássemos a voar livres e leves, como borboletas raras.

Como as borboletas azuis que (espantem!) ainda voam por aqui. 

 

 

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