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Archive for 17 de agosto de 2010

 

 

 

Quando eu partir

quero me por serena

como nunca me viste

 

Adornada por meus cabelos de inverno

quero te dar meu último

e mais suave sorriso

 

Tuas mãos por certo me farão

um carinho nas faces

enquanto me perscrutas

com  a doçura dos olhos

e as pontas dos dedos

 

Nessa quietude

hei de reconhecer tuas mãos

as mensageiras de teus pensamentos

de tuas palavras

de teus acenos

 

Mas somente quando eu partir

aprisionada que estou

por elos invisíveis

que me permitem te ver

ainda que só à distância

 

Quando eu partir

que seja assim

quando eu partir

 

 

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