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Archive for 3 de setembro de 2010

   

Estou indo passar uns dias no sítio para descansar um pouco, respirar ar puro, ouvir pássaros e dormir no ir e vir de uma rede que costuma embalar meus sonhos.

 

Levo comigo Alma Gentil – Raízes, como se leva o sagrado colado ao corpo, para que nada de mal possa atingi-lo, para que ninguém se aposse do que não é seu.

Composto de sete livros e, mesmo antes que eu lesse um deles (A Memória do Pai) ontem à noite quando cheguei, fiquei admirando a arte gráfica de sua capa, esse azulejo como símbolo de Portugal, sua cor de um azul irremediável.

 

Quando eu o abri, enquanto lia Graça Capinha, Nelly Novaes Coelho, Carlos Felipe Moisés, Miguel Sanches Neto e Manuel Ferro, todos presentes nas partes que li do livro até o momento, já começara a  sentir o perfume do sal e a brisa do mar e andei junto ao Álvaro e seu pai (mantendo uma certa distância para não importuná-los) pelas ruas, pelas luzes, pelas dores, pelas lembranças e saudades de Portugal, de um tempo que se tornou atemporal, posto que eterno no coração do poeta.

 

Minha alma de passarinho não se cansa de reler a dedicatória singela e carinhosa deixada na página primeira, como o é o olhar deste Poeta que se agiganta ainda mais à medida que vou enveredando-me por seus versos, sua alma gentil lusitana.

 

Dentre os dizeres escritos em um cartão entre orquídeas, deixei minha emoção: Obrigada Álvaro, obrigada Poeta por trazer um pouco do seu Portugal para cá.

 

 

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