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Archive for dezembro \20\UTC 2011

Meu coração é um coração de criança.

Espera o Natal, quer estar envolvido de sorrisos, luzes, sons.

Quer sentir o silêncio mágico coberto com o manto de neblina da madrugada, as noites de chuva, os dias alegres de sol!

 

Mas… porque será que meu coração não está a sentir essas maravilhas…

 

Enquanto exponho a condição do meu coração, ouço ao longe crianças rindo e brincando e lembro-me de minha mãe que dizia Brincadeira de mão sempre acaba em choro.. estou avisando!

Sorrio com a lembrança e sinto que meu coração sobressalta-se em ainda poder ouvir o riso espontâneo de crianças que, despreocupadas, divertem-se em viver.

 

Este ano pensei em enfeitar minha casa de forma diferente, mas demorei tanto para montar meu presépio; até o fotografei para colocar neste texto…

 

Faltava-me ânimo, vontade de mudar a aparência das coisas…

Sim, um mudar de aparências porque os sentimentos são vários e profundos, parece que eternos, não saram nunca!

 

Imaginei uma árvore de Natal diferente, mais simples, mais real… nem assim me animei.

Meu coração está se encolhendo, com vergonha de mim mesma, por pertencer a uma raça predadora, cruel, perversa, que gera fome, doenças, miséria, angústia, morte, violências sem precedentes…

 

Uma raça enlouquecida que, como se não bastasse matar a si mesma, resolveu aniquilar animaizinhos, criaturas inocentes e amorosas.

E tudo em nome de absolutamente nada que justifique tamanho horror.

Se olhasse no espelho veria quanto ódio e amargura existem em suas atitudes, em sua irracionalidade.

 

Então resolvi deixar aqui, para todos, não a fotografia do meu presépio, mas um abraço de AMOR e PAZ que só as criaturas sensíveis, amorosas, puras são capazes de sentir e retribuir.

O AMOR que Jesus, o aniversariante, nos ensinou com tanto cuidado e carinho.

A PAZ que o ser dito humano se esqueceu de verdadeiramente buscar; achou mais fácil camuflá-la em papéis coloridos, fitas, bolas, presentes, canções, que têm a duração de um mês e nada mais.

 

Sinto que neste Natal minha criança voou para muito longe, nas asas de uma borboleta ou de seu anjo guardião, talvez procurando refúgio nos braços de seus pais.

Ficou aqui a face adulta que, sem encantos, impregnada de saudade e com poucas esperanças, prefere homenagear o amor incondicional dos animais, esse amor verdadeiro que estamos muito aquém de viver.

Talvez ocorrendo um retrocesso profundo, o homem consiga novamente atingir a condição de primata e reconhecer em si mesmo a essência do amor.

 

 

 

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A vantagem em ter uma doença no coração

é poder sentir cada pulsar

da existência

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Noite intensa

silenciosa

árvores profundas e estáticas

pressenti tua chegada

 

Apenas a lua imensa

brilhando em um céu imenso

onde imensos são meus sonhos

testemunhava

  

Nada denunciava tua presença

mas te pressenti

como uma brisa

um roçar de beija-flor

 

Pressenti teus olhos demorados

mornos, molhados

em meu corpo sonolento

 

Teu desejo desenhando-se

lentamente

em tuas mãos

 

Pressenti teu rosto

em meu rosto

ar que me faltou

 

Depois de um sussurro

um cálido  afago

pressenti tua partida

no mover das cortinas

 

 Levaste em tuas mãos

a maciez dos meus seios

e em teu vôo

minha alma

 

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Entardecer

 

o mais difícil é manter-me viva

depois do por do sol

 

mastigo cacos de despedidas

sussurros contidos de dor e saudade

carinhos inatingíveis

farpados como arames

 

até amanhecer

novamente

 

 

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Lucidez

 

 

Tu não sabes o quanto escuto

quando não dizes nada…

tu és o rosto

que  habita minha alma

e no entanto

sei que precisas de mim

 

Mas nunca te esqueças que

embora perdida em teus olhos

envolvida por teus gestos

sou apenas uma mulher

diante de um homem

 

 

 

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