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Archive for maio \26\UTC 2014

16 de Maio de 2014

 

 

Desde pequena ouço que carinho não se agradece porque é a forma mais pura de entrega de um ser para outro.

E assim cresci pensando que, o que eu pudesse de bom fazer aos outros, não haveria que esperar palavras de reconhecimento.

O ato valeria (e vale) por si só.

 

Mesmo que eu quisesse contrariar o que aprendi, as palavras tornam-se, neste instante, pequenas demais.

Não há como agradecer a noite mágica que cada um teceu com sua alegria, sua palavra, seu elogio, seu olhar, seu gesto de cuidado e ternura ao meu redor.

Minha família e meus amigos que cultivo há tanto tempo que é impossível precisar em uma só vida; meus poetas do coração; meus parentes.

Alguns queridos não puderam estar presentes, mas sei que naquele momento vibravam por mim.

 

De coração aberto à brisa da felicidade, agradeço esse sentimento tão grandioso que permanecerá gravado para sempre na retina de minha alma.

Por certo, esse carinho que vocês me dedicaram afagará meu coração por toda a minha eternidade.

Com a mesma alegria, doçura e vida que vi em cada um de vocês, curvo-me e reverencio a todos e a cada um, por me deixarem participar de suas vidas.

 

De forma mais sutil, reverencio a presença de meus pais, meu querido irmão João, meu avozinho, meus padrinhos, tios, primos e também alguns amigos, além da felicidade de minha tia Nini a festejar essa alegria na data de seu aniversário.

Suas luzes continuam iluminando meu caminho.

 

Deixo também meu carinho e agradecimento aos profissionais da Livraria Martins Fontes e ao fotógrafo da Editora Escrituras, que se envolveram neste lançamento com tanto empenho e esmero.

 

À noite, deitada em minha cama macia e quentinha, mas sem conseguir dormir de tanta alegria por ter podido reunir em uma só noite todos os meus queridos, agradeci a Deus pelo amor que tem por mim  e por eu ter vislumbrado tanta luz ao meu redor.

16 de Maio de 2014, mais um portal que se abre.

 

 

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mãe de giz

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Minha irmã Margarida me enviou esta imagem.

No dia das mães eu gostaria de fazer esse desenho, disse-me ela.

Emocionei-me.

Eu que sempre tive mãe presente em tantos anos de minha vida, convivendo nossas harmonias e cumplicidades, sempre recebendo em meus cabelos seus afagos, em meus olhos seu luminoso sorriso;

Eu que sempre fui tratada de forma especial quando ardia em febre e também especial quando corria, feliz, pelos jardins de minha infância;

Eu que sempre ouvi palavras de conforto, de conscientização, de responsabilidade, de estreitos abraços de pura ternura;

Eu que sempre soube o que é ser amada por uma mãe;

Eu que continuo a reviver tantas lembranças e sentimentos inesquecíveis;

Eu que com tanto amor convivi, não sei avaliar essa dor retratada nessa imagem.

Emocionei-me.

Doeu tanto e tão fundo que só um pensamento que me veio à mente pôde amenizar toda essa solidão: o de minha mãe presente entre nós no dia de hoje, para que ela, com certeza, pudesse acalentar essa criança em seus braços, beijar seu cabelos e chamá-la de filha.

Abraçaria também sua pequena Margarida e todos nós, seus filhos, transmitindo-nos o calor de sua vida nesse gesto de amor.

Mas por certo, lá da estrela onde moram as mães que habitam a outra dimensão, a mãe dessa menina e também a nossa mãe estarão, neste momento, beijando-nos o coração.

 

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Foi assim

 

 

Suzana era perversa.

Invejosa e esnobe.

Não gostava de estudar e procurava em tudo, facilidades.

Muita coisa para uma menina de dez anos.

 

Mariana, ao contrário.

Menina observadora e estudiosa.

Derretia-se diante da doçura dos animais.

Havia entre as duas um suportável convívio mantido pelas tolerâncias de Mariana.

 

Até que um dia se cansou.

Achou necessário soltar seu demônio interior.

Deixou que ele quebrasse tudo à frente, berrasse sua agonia, rasgasse sua aparência.

 

Suzana ficou assustada.

Em um primeiro momento quis encarar aquela Mariana desvairada.

Depois, encolheu-se a um canto esperando a tempestade passar.

Mas não passou.

Mariana veio em sua direção, olhos vermelhos, gargalhando, dedo em riste.

Puxou os cabelos de Suzana até que ela uivasse de dor.

Escancarou a janela, empurrou meio corpo de Suzana para fora, fazendo-a tremer de pavor.

Olhou fundo em seus olhos assustados e disse profunda e lentamente, Nunca mais me aborreça com suas maldades, ouviu bem?

Suzana jurou-lhe obediência e quando por ventura se esquecia, Mariana apenas lhe lançava um olhar aterrador, o suficiente para que ela se redimisse.

 

Papéis trocados.

Mariana não tinha mais tempo para estudar ou pintar. Divertia-se em imaginar como amedrontaria Suzana, criando situações para, por nada, encostá-la na parede.

 

Para distrair-se e nada fazer de errado, Suzana começou a dedicar-se à leitura, aos estudos, à música, qualquer coisa que lhe exigisse concentração, desviando assim seus olhos e seus pensamentos de Mariana.

Foi esse o caminho que Mariana escolheu interpretar para que Suzana deixasse de ser perversa.

 

À noite, já deitada no escuro, Mariana ria baixinho; virava para o canto e, agora sim, conseguia dormir sem medo algum.

 

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