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Archive for outubro \14\UTC 2016

Culpa da Nevasca

 

Peço permissão e desculpas por esta invasão.

Não, peço desculpas e depois permissão, nessa ordem.

 

Sei que durante a madrugada houve uma nevasca muito forte, deixando tudo absolutamente branco, como se nesse espaço nada houvera.

 

Pela manhã, nem a ponta do campanário da igreja podia ser vista.

A estrada que leva às montanhas, as montanhas; a grama verdinha digerida sempre pelos bois, os bois; as pequenas casas com seus telhados vermelhos, como os cabelos vermelhos de Sonia, com seu sorriso de seda a receber sua clientela de paladar apurado para queijos.

 

E o sol, o que aconteceu com o sol que dá vida à aldeia, que torna visível o mais invisível dos animais; o que foi feito dele, ou tornou-se dorminhoco como Seu Eulálio lá da sapataria, ou preguiçoso como Seu Tonico da banca de verduras?

 

Voltando às desculpas… aqui me rendo e peço perdão por invadir esta folha (é, esta mesma!) que julguei estar em branco, que apenas estava branca mas de neve, a neve que caiu pela madrugada adentro.

Perdão por estar escrevendo em cima da imagem bucólica dessa vila, que deve por certo existir em algum lugar deste mundo, além da minha mente, captada pela sensibilidade de algum artista e de seus moradores, uns amores!

 

Pedidas as desculpas, continuo pedindo, mas agora permissão, para dizer que, mesmo encoberta pela neve, esta vila é um pedacinho do paraíso!

 

Embora continue nevando torrencialmente, peço permissão, então, para mostrá-la ao fundo deste texto, destas palavras, mas somente para aqueles que podem vê-la.

 

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