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Archive for maio \31\UTC 2017

 

 

Dia desses assisti ao filme O Doador de Memórias, baseado no livro de Lois Lowry, com o maravilhoso ator Jeff Bridges, sob a direção de Phillip Noyce.

A sinopse diz que trata-se de um mundo feliz (apenas na aparência) onde, através de um conselho de anciãos, um rapaz que completa 18 anos é escolhido para tornar-se o receptor das memórias de um passado real ocorrido na comunidade em que vivem.

Só o ancião mais sábio, que um dia também foi escolhido por outro, tem condições, como doador, de passar, através de algumas técnicas, as memórias passadas, completamente desconhecidas pelos habitantes atuais.

É quando o rapaz, tomando conhecimento das memórias, entra em conflito com o seu até então aprendizado padrão, confrontando-o com a realidade omissa em que vê acontecer ao seu redor.

Não vou contar o impasse do filme, mas sim, o que me levou a uma profunda reflexão e à necessidade em vê-lo por mais de uma vez.

As cenas são, até certo ponto, em preto e branco e o doador de memórias explica que, em um determinado momento no passado, o conselho assim deliberou, como única alternativa para extirpar de vez a inveja, o orgulho, o ódio, a ambição, a prepotência que predominavam entre as pessoas; tirando a cor de tudo e  criando esse mundo padrão, preto e branco, insípido, de mesmices, onde as pessoas têm sentimentos mascarados, superficialmente educadas umas com as outras, mas completamente desprovidas de emoção e verdade.

Assaltou-me à mente e isso assustou-me bastante (ainda me assusto!) a ideia de que, será essa a solução para recomeçarmos a vida social, política e profissional?

Será que haverá necessidade de se eliminar de vez as “cores” (a vida) das coisas (e emoções) para se zerar as mazelas do mundo?

E como todo “mundo perfeito”, também eliminar de forma fria e prática, bebês indesejados e velhos indefesos?

Será que, em uma inversão de papéis, já não moramos nesse mundo mascarado, onde os corruptos, os violentos, os sem caráter descoloriram nossas vidas, tirando-nos a alegria de viver, de planejar, de descobrir nossos caminhos, vontades, emoções?

Como disse, não quero entrar em mais detalhes,  mas há que se ver esse filme com cuidado, pois são muitas as situações expostas que nós podemos comparar com esta realidade difícil, antes inimaginável, em que estamos vivendo.

Mas, como no filme, há uma palavra chave que cura e curará as feridas abertas, causadas pelo próprio ser humano.

É nela que reside uma profunda reflexão.

 

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