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Posts Tagged ‘escolha’

Nizi 5

“Quando olhares o céu de noite – disse o Pequeno Príncipe – porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!”

Antoine de Saint-Exupéry

 

 

 

 

Em um dia de primavera Deus criou um ser para que nascesse no outono, como um fruto do Seu amor, embora sabendo com a antecedência de Sua onisciência que, independente das virtudes de lhe atribuísse, seria este um ser muito especial.

Quis fazer dele uma fonte de virtudes para que, quem com ele convivesse, pudesse aprender lições importantes e profundas de vida, lições estas que não são todos que realmente querem aprender.

Então proveu-o da bondade, da educação, da inteligência, da retidão, da compreensão, do respeito, da solidariedade, da criatividade, da cultura, da generosidade, da sinceridade, da amorosidade, da singeleza e da busca do conhecimento profundo de si mesmo.

Porém resolveu Deus por-lhe algumas pedras e espinhos espalhados pelo caminho, para que de vez em quando se lembrasse de que era ainda um mortal.

Pedras que muitas vezes fizeram seus passos trôpegos; espinhos que fundamente perfuraram seu coração, causando-lhe ferimentos graves e que de vez em quando ainda sangram…

Mas para que suportasse as tempestades (“somente os que suportam a prova do fogo saem purificados”), impregnou-lhe todo o ser de puro e verdadeiro Amor, para que pudesse, assim, encontrar forças para seguir, para buscar o que de tão valioso precisa e quer; para encontrar em si a alegria de viver que o faz sorrir e ser tão especial e pleno, aquele ser que Deus, em um dia de muita inspiração, criou.

É o que sinto, querido Nizi, que Deus idealizou quando emanou você de Sua Luz.

Você faz aniversário hoje, mas quem ganha o presente são todas as pessoas que te amam, quem ganha o presente sou eu.

Um presente de Deus.

 

 

Ao querido Anizio Silversmith, pelo seu aniversário

30 de maio de 2016

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Liberto-os

nas ondas límpidas

assustadoramente calmas

da vida,

tu e ele

navegador e nau

 

Vendo-te partir feliz

a flutuar em águas silenciosas,

acaricio tua imagem

com minha partida

mas consciente razão

 

A vê-lo preso em torturas

e pranto

em minhas mãos

em meus beijos ardentes e irreais,

prefiro senti-lo livre

maravilhando-se com o mar

pássaros, peixes e céu sem fim

 

Liberto-te

de qualquer dor

inclusive das dores vãs

por nada haver

entre meu desejo e o teu

para que possas escolher

e não ser escolhido

por tudo e pelo nada

que nos cerca

 

Não hás de naufragar, eu sei

porque a ti acompanha meu coração

a protegê-lo mesmo à distância

em fracos pulsares

sem não mais detê-lo

 

Já não suporto a idéia

de senti-lo a se debater

entre meus dedos

 

Quero-te livre, pássaro do amor

 

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