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Posts Tagged ‘escuridão’

Thomas Alva Edison nasceu em 11 de fevereiro de 1847, em Milan – Ohio.

O maior inventor de todos os tempos, intitulado O Feiticeiro de Menlo Park.

 

Entre tantas contribuições que trouxe ao progresso da humanidade, como o 1º cinematógrafo, o fonógrafo, o gramofone, o cinescópio, o ditafone, o microfone, só para citar alguns, foi um dos responsáveis pela transição da era do vapor para a era da eletricidade.

 

Sempre associamos de imediato seu nome à lâmpada elétrica incandescente.

Quantos desafios ousadamente enfrentou, tanto no campo das pesquisas incansáveis, como no de altos investimentos para poder concretizar seus inventos.

 

É nessa altura do texto que faço uma pausa, imaginando se  Thomas Edison se espantaria com a escuridão em que vivemos.

Será que valeu a pena todos os seus esforços para, em pleno século XXI, estarmos vivendo no breu da ignorância, com medo da sinistra sombra da violência e das drogas, na negritude da corrupção, no vazio profundo da fome e das doenças, na negação obscura da ajuda, no negror tenebroso da omissão…

 

Depois de quase um século e meio, Thomas Edison veria nossas casas todas iluminadas, a despeito da escuridão das ruas e seus habitantes tenebrosos.

Veria a eletricidade correndo pelos fios de alta tensão, como o sangue corre em nossas veias, a despeito do envenenamento injetado pelos picos de drogas letais.

 

O que sentiria Thomas Edison ao ver vândalos atirando pedras nas lâmpadas de uma praça, após um jogo mal sucedido de futebol.

O que pensaria ao ver marginais atirando em holofotes dentro de túneis e viadutos, para que na escuridão possam ficar mais à vontade enquanto traficam e estupram.

 

Na idade da pedra os homens eram devorados pelos felinos, encurralados na escuridão de suas cavernas, sem chance de defesa.

Hoje os felinos continuam enxergando no escuro, para atacarem os menos avisados transeuntes, sem chance de defesa.

 

O que diria Thomas Edison ao constatar que as gerações sem ensino e sem educação e sem lar permanecem na escuridão da ignorância, que resumem uma conversa através de um vasto vocabulário de han-hans”, comunicando suas mães (apenas comunicando) que a gente vamos sair e que conseguiram bebidas de grátis nas baladas.

E o pior, não fazem a mínima idéia de quem continua sendo  Thomas Alva Edison na história da humanidade.

 

Não há mais perseverança e ousadia para enfrentar desafios; hoje, quando o homem não consegue ter o que quer, é mais fácil depredar tudo; é desta forma que ele resolve sua incapacidade ou sua apatia ou sua falta de coragem para atingir metas através do seu esforço, da sua luz.

 

Ou será que tudo o que estou pensando não tem nada a ver com o invento da lâmpada?

Acho melhor eu continuar lendo o texto para não enlouquecer, antes que eu comece a me perguntar para quê existir.

Tomara que Thomas Edison não tenha acompanhado meu raciocínio.

Não hoje, dia em que se comemora seu aniversário.

 

 

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Solidão

 

 

Luto.

Fechado, absoluto.

Também morro, mas de tristeza.

Meu amor foi envenenado.

Primeiro foi enfeitiçado, depois envenenado.

E atirado contra mim.

Por isso desencantou-se com meu silêncio, com o brilho dos meus olhos.

Ignorou meu sorriso.

Fingiu não ouvir meu canto.

Jogou minhas palavras na lixeira, imprestáveis que passaram a ser.

Limpou as mãos em um lenço branco de cambraia, que um dia sorrateiramente havia furtado só para sentir meu perfume, para que não houvesse resquícios de algum carinho inacabado ou de uma singela lembrança, atirando-o ao vento.

Fascinado, correu ao encontro dessa feiticeira de anjos.

Aquela, que agora o faz caminhar pelas ruas da vida, a mostrar-lhe os jardins, os pássaros, os rios, os sonhos e os gestos sensíveis ao toque, embora nada disso faça sentido à ela.

Entregou-lhe a alma com a mesma calma que se colhe e se dá uma flor a quem se ama.

Partiu da minha vida.

Como se nunca tivesse feito parte de um só pensamento meu.

Talvez nem se recorde mais do meu nome, muito menos do meu eterno amor jurado há séculos entre um beijo e uma lágrima.

Por questão de sobrevivência, luto para encontrar um meio que me permita pelo menos respirar; afinal não é a primeira vez que me deparo com uma feiticeira a roubar-me a quietude.

Como os vegetais, necessito de luz e ar, porque passei a ser um, submerso na escuridão desta tristeza.

Tanta escuridão e meu amor nem sabe que morro a cada ausência sepultada no silêncio.

Luto.

 

 

 

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