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Posts Tagged ‘estrela’

Menino Lindo!

 

.

Menino lindo

de cabelos de seda

olhos de estrelas

sorriso sereno

lábios doces

beijo de alma para alma

.

Brinca, dança

sonha

estende as mãos

entrega o riso

.

Canta baixinho

uma canção de amor

resolveu ser sonhador

.

Viaja no eterno

traz presentes de outros mares

conta histórias de lugares

onde só ele pode chegar

.

Menino lindo

de cabelos de seda

sabe voar, posto que é anjo,

para depois retornar

.

E contar das estrelas que colheu

e dos oceanos permanentes

em seu coração

.

Menino lindo!

 

 

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casal

 

 

A primeira vez que aqui cheguei, a venda funcionava sob o pulso de Seu Jacinto.

Dona Clotilde garantia o almoço de seu marido, Vem almoçar, moooor! e dos homens simples mas de braços fortes que por ali trabalhavam; Faço qualquer coisa, Dona, mas só trabalho honesto!

Da segunda vez, faltou o carinho e cuidados das mãos mágicas de Dona Clotilde.

Seu Jacinto e os moços simples, de braços fortes e bronzeados, almoçavam e jantavam e bebiam no boteco da esquina pintado de azul e amarelo; dizia o dono que para alegrar a vila.

Da terceira vez que me descambei para cá, Seu Jacinto já dormia com Dona Clotilde ao pé da mangueira cinquentenária aquele sono que ninguém mais pode acordar.

Naquele mesmo lugar onde se beijaram pela primeira vez, na noite de Santo Antonio, enquanto os outros, distraídos que estavam, pulavam a fogueira e nada viram.

Foi uma festa linda o funeral de Seu Jacinto, contaram-me os moços simples, de braços fortes, bronzeados e suarentos.

Foi do jeito que ele pediu quando se sentou em sua cadeira de balanço, no meio da noite e do quintal, onde tremeluzia apenas uma lamparina na soleira da porta.

Indo e vindo, indo e vindo, lentamente no balançar da cadeira e do tempo, olhou para o céu, tirou o chapéu, distraído fingiu que reparava nas unhas; depois olhou para aquela estrela que brilhava lá no fundo da paisagem e murmurou para seu coração, Já vou, mulher, já vou! Acaba de fazer a sopa de mandioquinha que eu já tô indo!

E aqueles moços simples, de braços fortes, bronzeados, suarentos e saudade no coração, disfarçadamente enxugaram uma lágrima.

Só Tonico chorou copiosamente, como se criança fosse.

E por causa desse pranto sem fim, continuei vindo para cá almoçar, conversar e beber no boteco da esquina com o Tonico e seus amigos, esses moços simples, de braços fortes, bronzeados, suarentos e de brilho intenso no olhar.

Só por isso.

 

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cão e gato

Aprendemos a falar de amor para quê?

Somente para enaltecer a beleza da Natureza, o amor incondicional dos animais ou do ímã que existe entre os seres terrestres e espaciais?

 

Cabe a nós que ainda sonhamos, a nós que trazemos no peito um coração incansável que canta, dança, pula e brinca como criança; cabe a nós amenizar a dor e o desamor que assola não só o nosso ou outros povos, mas toda a humanidade.

 

É um fardo pesado sim, muitos não aguentam, desistem à margem da tentativa!

Mas é um fardo que nos faz crescer, amadurecer, porque nos ensina lições preciosas, inesquecíveis.

 

Somente no final do ano a maioria dos humanos deixa aflorar seu potencial (os animais irracionais fazem isso durante todos os dias de suas vidas…. e nós é que somos inteligentes); todos sorriem, se beijam e se abraçam, se presenteiam e se desejam uma felicidade que, na verdade, não conhecem.

Fitas coloridas, árvores enfeitadas, mensagens radiantes… amorzinho, amiguinho, irmãzinha e outras “inhas” para demonstrar a gratidão acumulada durante todo um ano e que agora explode como fogos de artifício.

 

Cabe a nós que ainda sonhamos, a tentativa de “virar” a maioria das pessoas no avesso e assim, ajudá-las a externar suas luzes e descobrirem através de atos, e tão somente de atos, que não há necessidade desse represamento de emoções.

Cabe a nós mostrar que podemos tudo e sem brincar de Polyana, com o pé sempre no chão e o coração nas estrelas.

 

Afinal, quantas vezes já sorrimos quando, por dentro, chorávamos?

Quantas vezes edificamos no momento exato em que, por algum motivo, estávamos sendo destruídos?

Quantas vezes caminhamos para incentivar, quando na verdade pensávamos em parar, ficar, se acomodar?

 

Somos todos iguais, passamos pelas mesmas alegrias, dores e necessidades; aquele que diz sofrer mais é porque já atingiu a fase da cegueira e só pensa em si ou faz de si uma vítima.

A única diferença é que uns conseguem sonhar, outros não.

Os que sonham nunca tiram os pés da atualidade (verdade) e nem os olhos do céu; e assim se fortalecem e entendem seu papel na história do Universo.

Faça de você uma ideia maior.

 

Por esta razão desejo, sim, um Natal de Luz e muita Paz, mas não apenas uma passagem de ano alegre, com músicas altas e bons presságios; não quero desejar apenas palavras que possam  se perder no decorrer do tempo.

Desejo sim, que os anos do resto de nossas vidas passem por nossas emoções profundas e ações marcantes.

 

Para isso aprendemos a falar de amor.

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 Espero a noite chegar.

Vislumbro o vulto silencioso do universo.

O sol se põe forte e vermelho, como imagino as tardes em que suas energias se reunem para traçarem novos trajetos.

Os prédios começam a acender como se fossem árvores de natal, presépios, presentes… 

Espero a noite chegar.

O céu está limpo, mais azul, mais calado.

Vasculho sua profundeza em busca da primeira estrela.

Sei que vou vê-la a qualquer momento, como se fosse o olhar risonho de minha mãe vindo me beijar (preciso tanto de ti, hoje, minha mãe…) 

Um dia suas mãos de raio vão me alcançar, eu sei.

Sei também que me levará a passear pelas nuvens, pelos mundos e poderei contar-lhe do meu amor.

Assim abraçadas, nós duas continuaremos a nos confidenciar como antes.

Ah! lá está ela me sorrindo! 

A noite chegou.

 

 

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Necessito do Silêncio
em suas profundezas
encontro minha superfície
a outra dimensão

 

Encontro a mim mesma
quando inebriada pelo céu da madrugada
consigo ver-me no mar
no rio, na relva
descubro-me
quando cruzo o espaço
como uma estrela cadente
mas em ascensão

 

Sinto-me como que em casa
como se tivesse achado
o meu canto predileto
o meu banco predileto
o meu jardim predileto
o meu momento predileto

 

Necessito do Silêncio
mesmo entre ruídos demolidores
porque pressinto quem sou
quando envolvida em seu sopro

 

Sinto o Silêncio
é como entregar-me
à Natureza
é como um encantamento
um anjo de asas velozes

 

Silêncio, êxtase
é sentir e quase ver o divino
mesmo que a Essência seja invisível
aos olhos mundanos

 

A quietude do meu ser me embala
e assim posso respirar
silenciosamente

 

 

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