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Posts Tagged ‘etnia ariana’

Atlantis.

Os jornais já esgotaram o assunto.

Internet e tv’s mostraram opiniões à respeito.

Ouvimos, vimos e lemos à exaustão.

Faço uma força titânica para também não bater nessa tecla que está gasta, suja, quebrada.

Mas como silenciar minha indignidade? como arrancar de meu peito esse sentimento que me invade?

Como não desejar o fim dos tempos se todos os valores escoam ralo abaixo, sem o menor cuidado?

Como viver em paz, se minha consciência grita em meus ouvidos, todo o tempo, essa desfaçatez que cresce em progressão geométrica, tomando um vulto incontrolável?

Como me harmonizar com a atualidade, se tudo o que está fazendo história nesses tempos é justamente o oposto do que trago em mim?

Minha alma chora e eu não sei como fazer para estancar esse pranto dolorido…

 

Tenho feito um estudo intenso e profundo sobre a existência e posterior desaparecimento dos continentes de Lemúria e Atlântida.

Surpreendo-me e também me assusto com a conduta insana dos grandes líderes daquela época; da chance que tiveram em resgatar os ensinamentos de quem os precedeu; da terra fértil que possuíram; das máquinas que criaram (algumas delas atribuídas ao nosso século); das potências intelectuais que demonstraram conhecer; dos poderes de comunicação e transporte mental que desenvolveram e, o mais grave porém de uma coerência terrível, que a América do Sul é o berço dessa etnia ariana…

 

Alguém menos avisado me diria, Não me diga que você acredita mesmo que esses continentes existiram!?!

Ao que penso de imediato, Será que alguém, no futuro,  acreditaria que existiu um continente, ou melhor, um país rico em solo, em clima, com vasta fauna e flora, água em abundância… será que alguém ousaria acreditar que, com todos esses recursos naturais a etnia que ali habitou aniquilou a si mesma em nome da ambição, do podre poder, da ganância, da luxúria, da impunidade, da decadência e da imoralidade?

O quê ou quem abriu a porta desse inferno, permitindo que tudo emergisse?

Foi esse desprezível e surreal pensamento que tive, enquanto ouvia a notícia daquela mulher que mandou o irmão matar o marido, aquela que foi condenada a vinte e dois anos de cadeia, mas que vai responder em liberdade.

Automaticamente tento associar a justiça deste país a um animal: penso na tartaruga, mas ela não corresponde à rapidez com que a justiça vem resolvendo os processos.

Veio-me então à mente o bicho perfeito: a lesma, lennnnnnntaaaaaaa, rastejante e gosmenta, deixando seu rastro de brilho ilusório e de impunidade por todos os lugares onde passa.

 

Os fatos fazem com que eu bata de frente com tudo o que tenho tentado aprender e aplicar à minha vida e confesso que fico extremamente constrangida em admitir que somente um pensamento me invade; o de querer que tudo afunde de uma vez.

 

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