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Posts Tagged ‘incompetência’

Estou chocada (ou será que não deveria estar?)

Minha mente nega-se em acreditar no que meus olhos viram.

Vândalos, predadores, destruindo a festa mais bonita e mais popular do país.

O susto ainda não havia passado quando o incêndio começou.

Material inflamável.

Aliás, o incêndio já havia começado naquela reunião de última hora.

Quando os dirigentes das escolas começaram a dar entrevistas para TVs e rádios, falei comigo mesma, Vai dar complicação! (para não dizer outra coisa)

Senti nas palavras de muitos deles a confusão anunciada, a politicagem podre que proliferou em absolutamente todos os segmentos deste país (do mundo?); por que o carnaval ficaria de fora, não é?

Material altamente inflamável.

Não me refiro aos carros alegóricos em chamas, mas à mente insana dessa massa oportunista que não sabe (nunca soube) o que é civilidade.

Não vou enumerar aqui os vandalismos praticados por verdadeiras gangues, decorrentes do primeiro sinal de violência dado; todos nós vimos.

Praça de guerra, todo o policiamento nas ruas e no ar.

Tropas de choque, cavalaria, bombeiros.

Para esclarecer: existe um regulamento da Liga com normas/regras a serem cumpridas pelos carnavalescos, ou isso também é outra de minhas alucinações?

Material inflamável corroído.

Lamentável o retrocesso do ser humano.

Lamentável a falta de conhecimento e maturidade, onde tudo é absolutamente resolvido na porrada, Ou eu ganho ou eu te dou porrada, meu!

Atos… eu ia dizer animalescos, mas peço mil perdões aos animais.

Atos dantescos? não, são amenos demais para serem comparados aos do momento.

Fico me perguntando a razão de ter nascido nesta época; sinto-me uma ET que, dormindo, caiu da cama e numa queda vertiginosa parou aqui, com todos os sonhos sendo pisados de forma cruelmente lenta, até que nada sobre.

Sinceramente, amedronto-me com tudo, com qualquer barulho ou um movimento mais brusco; acho que fiquei neurótica.

Tranco-me em casa e quando preciso sair, nunca sei se voltarei, ou melhor, nunca sei se chegarei até a esquina, enquanto que os vândalos e politiqueiros passam uma noite tranquila e segura entre as grades para, no dia seguinte, verem o sol nascer como todas as demais pessoas de bem.

Essa massa de altíssima combustão deixou sua marca, marca vergonhosa e inacreditável, na história do carnaval de São Paulo.

Quando este for mencionado, não se lembrarão dos sambas enredos, dos casais de mestre sala e porta bandeiras, das fantasias e alegorias e muito menos dos fundadores e compositores das escolas.

Será lembrado somente o carnaval de 2012, onde o vandalismo explícito e a politicagem enrustida correram de mãos dadas, em devastação, pela avenida do samba.

E pensávamos que já havíamos visto tudo…

Com certeza, essa foi a mais adequada forma que São Paulo utilizou para mostrar ao mundo de como está preparada para receber jogadores e turistas do mundo inteiro.

Será que a escola vencedora terá coragem de fazer seu desfile apoteótico no sábado?

Será que haverá segurança policial adequada para essa apresentação?

Quantos “serás” ainda precisaremos dizer até que sejam tomadas medidas sérias, respeitosas e íntegras para que se possa sentir um pouco de tranquilidade nesta cidade?

Meus pêsames São Paulo, pela sua comprovada desestrutura.

Meus pêsames São Paulo, por esses delinquentes, aliás os mesmos que no final do ano estarão elegendo seus representantes; os mesmos que daqui vinte anos estarão administrando este país.

Deus me ajude que eu já não esteja mais aqui.

 

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Literalmente o mundo está expirando.

Desabamentos.

Alagamentos.

Incêndios.

Terremotos.

Tsunamis.

Vulcões em erupção.

Fenômenos da natureza?

Sim, da natureza humana que a tudo devasta, consome, corrompe, transgride, manipula, devora.

 

Política corrupta.

Violência física e moral.

Miséria física e mental.

Fome física e cultural.

Tráfico de drogas, de mulheres, de órgãos, de armas, de crianças, de ideologias.

Também fenômenos da natureza humana.

Enquanto algumas casas vão se tornando gaiolas de ouro, as ruas vão de transformando em montes de lixo de embalagens, de acidentes, de garrafas, de assaltos, de papéis, de corpos.

 

Desespero, fúria, ira são alguns dos sentimentos que afloram.

Aí se lembram de um deus e em cima dele descarregam seu ódio, suas incompetências, suas mazelas, sua condição de espécime ignorante, tão mais inferior que muitos animais ditos irracionais.

Como pensar nos atributos da alma humana, na dimensão divina do homem, se nem da parte mais objetiva e prática e consciente se é capaz de levar a contento quando, ao contrário, são promovidas guerras registradas nos tempos e nas mentes doentias de lunáticos fantasmas que perambulam pelo planeta se intitulando deuses?

 

Torre de Babel, diz a passagem alegórica da bíblia.

Torre de papel.

Que vai se desintegrando no ar, no fogo, na água, na lama da ganância, do egoísmo, da luxúria.

 

Onde, então, buscar um pouco de luz?

Onde encontrar uma palavra que traduza verdadeira confiança?

Onde compartilhar um doce olhar se as pessoas não mais se enxergam, afogadas que estão em suas angústias e medos?

 

Se alguém tem uma resposta, uma que seja, gostaria de ouví-la; preciso respirar e pensar que, numa virada de esquina, ainda existe a possibilidade de se encontrar um Oasis que não tenha sido atingido pela mão do homem de valores corrompidos, estraçalhados, jogados no poço das misérias, onde soterrou seu amor próprio, sua dignidade e caráter; onde ele mesmo enterrou sua verdadeira divindade.

 

É verdade; não há apenas uma torre de babel; são várias as torres de babel e são gêmeas, embora de aparências díspares.

São gêmeas, espalhadas por todo o mundo, feitas do mesmo cimento, da mesma massa; por isso, o mesmo tombo, o mesmo rombo, o mesmo abismo.

 

Logo os pólos descongelarão, as estrelas cairão e o amor… ah! o amor… bem, o amor não passará de pura fantasia que um dia os poetas enalteceram em suas loucuras.

Nada mais.

 

Na verdade, bem sabemos que quem está dando seu último suspiro não é o mundo.

 

 

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