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Posts Tagged ‘lua’

Metaforicamente

Sabes que te amo

eu sei que tu sabes

 

Sabes que quero

tocar-te o riso

sorrir tua alma

sentir teus passos

 

Sabes que enquanto falas

quero beijar tua boca

beber tuas palavras

taça de cristal

 

Sabes que depois

quero adormecer em teus braços

cantar sonhos

sonhar esperanças

 

 

Sabes tudo

a cada instante

 

Que sou Clara e tu Francisco

és sol e eu lua

a tremer de amor e fogo

debaixo deste hábito

desta aparência que me veste

 

 

 

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Ao Luar

 

 

Um dia um anjo levou-me a conhecer a lua.

Não pude esboçar uma palavra sequer; aquela luz branca como leite e luminosa como um sorriso roubou-me a fala.

Em êxtase, meus olhos queriam ver tudo de uma só vez.

De uma só vez todos os meus sentidos explodiram em luz.

Depois o anjo trouxe-me de volta, depositou-me na grama orvalhada de meus sonhos.

Ainda ouço seu sussurro e sinto seu terno toque antes de partir.

Desde então só faço escrever, tentando transcrever o encantamento que me foi revelado ao luar.

 

 

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Quem sou eu

para que a onda do mar venha até onde estou

e se quebre aos meus pés

em espuma e murmúrios

 

Quem sou eu

para que o mar permita que eu brinque e pule e cante

enquanto envolve meu corpo

em força e poder

 

Quem sou eu

para que o sol mostre as ilhas ao redor e os navios tão distantes

a gemerem seus lamentos

ao mais profundo do oceano

 

Quem sou eu

para que o Tempo traga lembranças em seu manto

vividas em outras praias

fazendo-me ver criança a catar conchinhas para castelos enfeitar

 

Quem sou eu

para que a lua me banhe com clarão e lágrimas

por sentir no ar o perfume dos que já se foram

sem algum vislumbre dos que virão

 

Quem sou eu

para que esta escuridão da noite me trague por inteira

sentada nesta pedra

onde brilha a imagem de uma oferenda aos céus

 

Quem sou eu

para que o Universo me presenteie com esta brisa carinhosa

que faz esvoaçar meus cabelos

minha alma

 

Quem sou eu

para que Itararé de São Vicente me acolha em seus braços

com tanta doçura, magia e leveza

 

Quem sou eu

pergunto ao silêncio embriagador do por do sol

um pequenino grão de areia responde-me ele

beijando-me a boca e o riso

como se faz a um eterno amor

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