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cão e gato

Aprendemos a falar de amor para quê?

Somente para enaltecer a beleza da Natureza, o amor incondicional dos animais ou do ímã que existe entre os seres terrestres e espaciais?

 

Cabe a nós que ainda sonhamos, a nós que trazemos no peito um coração incansável que canta, dança, pula e brinca como criança; cabe a nós amenizar a dor e o desamor que assola não só o nosso ou outros povos, mas toda a humanidade.

 

É um fardo pesado sim, muitos não aguentam, desistem à margem da tentativa!

Mas é um fardo que nos faz crescer, amadurecer, porque nos ensina lições preciosas, inesquecíveis.

 

Somente no final do ano a maioria dos humanos deixa aflorar seu potencial (os animais irracionais fazem isso durante todos os dias de suas vidas…. e nós é que somos inteligentes); todos sorriem, se beijam e se abraçam, se presenteiam e se desejam uma felicidade que, na verdade, não conhecem.

Fitas coloridas, árvores enfeitadas, mensagens radiantes… amorzinho, amiguinho, irmãzinha e outras “inhas” para demonstrar a gratidão acumulada durante todo um ano e que agora explode como fogos de artifício.

 

Cabe a nós que ainda sonhamos, a tentativa de “virar” a maioria das pessoas no avesso e assim, ajudá-las a externar suas luzes e descobrirem através de atos, e tão somente de atos, que não há necessidade desse represamento de emoções.

Cabe a nós mostrar que podemos tudo e sem brincar de Polyana, com o pé sempre no chão e o coração nas estrelas.

 

Afinal, quantas vezes já sorrimos quando, por dentro, chorávamos?

Quantas vezes edificamos no momento exato em que, por algum motivo, estávamos sendo destruídos?

Quantas vezes caminhamos para incentivar, quando na verdade pensávamos em parar, ficar, se acomodar?

 

Somos todos iguais, passamos pelas mesmas alegrias, dores e necessidades; aquele que diz sofrer mais é porque já atingiu a fase da cegueira e só pensa em si ou faz de si uma vítima.

A única diferença é que uns conseguem sonhar, outros não.

Os que sonham nunca tiram os pés da atualidade (verdade) e nem os olhos do céu; e assim se fortalecem e entendem seu papel na história do Universo.

Faça de você uma ideia maior.

 

Por esta razão desejo, sim, um Natal de Luz e muita Paz, mas não apenas uma passagem de ano alegre, com músicas altas e bons presságios; não quero desejar apenas palavras que possam  se perder no decorrer do tempo.

Desejo sim, que os anos do resto de nossas vidas passem por nossas emoções profundas e ações marcantes.

 

Para isso aprendemos a falar de amor.

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Dia 6 é Dia de Reis.

Lembro-me de um ano em que me encontrava no litoral, não me recordo exatamente onde, que pude presenciar uma cerimônia no mar.

Em uma pequena barca, à frente de todas, seguiam tres potes medianos de madeira simbolizando o incenso, a mirra e o ouro; todos adornados com flores.

Logo atrás seguia outra barca transportando os Reis Magos devidamente paramentados e mantendo uma respeitosa postura, como convinha ao momento.

E finalmente um cortejo de pequenas embarcações, onde pessoas entoavam hinos exaltando a sabedoria, a fé e o amor.

 

Da praia pude ver que a uma determinada altura, no mar, para lá da onde as ondas quebram, as duas primeiras barcas se emparelharam e ao badalar de um pequeno sino, cada Rei Mago tomava de seu pote, erguia-o aos céus fazendo uma invocação ao divino, em favor da humanidade, espargindo seu conteúdo nas águas do mar.

 

Quando vi que as barcas faziam o caminho de volta, fiquei pacientemente aguardando e admirando aquele movimento de pessoas, desejos e cânticos misturados ao perfume do sol e à brisa do mar.

 

Os curiosos como eu, além do cortejo, formaram um corredor para que os Reis Magos, já em terra, passassem.

Quando aquele mago alto e negro como o ébano, em sua túnica bege esvoaçando como a brisa do deserto, aproximou-se da onde eu me encontrava, senti um arrepio pelo corpo.

Foi quando meus olhos encontraram-se com aquele profundo, úmido, vibrante e negro olhar.

Eis que ele estancou à minha frente, me sorriu e através de gestos pediu que eu estendesse uma das mãos.

Acanhada, estendi a mão direita e ele sorrindo disse Muito bom… a mão direita… a que vai sempre ao coração.

E nela depositou uma porção de um pó fininho, como areia mas dourado, e uma lasca pequenina de madeira.

Olhou-me novamente, agora com mais suavidade, dizendo Para tua edificação.

E se foi.

 

Nesta data é comemorado o Dia de Reis.

Dia que, por um significado muito íntimo, escolhi para inaugurar o meu blog.

Ele está completando seu primeiro aniversário.

Como uma criança pequena, ainda não sabe caminhar, apenas engatinhar.

Mas desde o primeiro momento de nascida, e muitas vezes em meio ao pranto,  já sabia balbuciar e sentir a palavra  AMOR.

 

 

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