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Posts Tagged ‘música’

 

 

Incomoda-me demais

crianças que sofrem física e emocionalmente

Incomoda-me demais

animais que são maltratados

Incomoda-me demais

idosos que são agredidos

Incomoda-me demais

jovens que são mortos à revelia

Incomoda-me demais

meninas que se vendem nas esquinas

Incomoda-me demais

gangues, torcidas, traficantes

Incomoda-me demais

corrupção social, política, religiosa

Incomoda-me demais

músicas e letras medíocres

Incomoda-me demais

gritos, brigas, discussões infindas

Incomoda-me demais

ver um livro estraçalhado rolando pela rua

 

O que me faz concluir

que estou fora de lugar porque

o que não me incomoda

são encantamentos que não existem mais

 

 

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Final de tarde.

Sol de outono.

Escuto músicas do passado tão presentes na minha pele.

É como se o teu olhar ainda pairasse no ar, diante do meu olhar, embora não saibas que já me olhou dessa maneira…

Mergulhando no invisível, toco teu rosto.

Como a retribuir o carinho, de uma forma doce sinto tua boca a beijar minha boca, embora também não saibas que um dia me beijou assim…

Não sabes tantas coisas que sonho…

E as palavras da canção vão entrando por meus poros, meus nervos e nos sonhos que só acontecem em mim.

E vou me lembrando de como eu era quando a ouvia há tempos atrás.

O que mudou, pergunto a mim.

Mudaram algumas marcas no rosto, alguns sinais onde havia um riso largo na boca, mudou a intensidade da luz que ainda me habita.

Mas os sentimentos são os mesmos.

E o inatingível continua sendo atingido apenas em sonho.

A canção te trouxe mais uma vez em suas asas de sons e, sentindo-o tão presente, é necessário que eu me tranque em meus sonhos para te sentir mais perto, bem perto, bem mais perto, para ouvir tua respiração, sentir teu calor, habitar o teu silêncio.

Quando acordo já é noite.

Está frio, preciso entrar.

Mas… como preciso entrar se até agora estava caminhando dentro de mim mesma?

E Joanna canta “aonde foi que eu perdi o teu sorriso e trouxe pros meus dias a saudade… o que será que posso mas não faço e deixo me morrer em agonia…” 

Em um derradeiro aceno, olho para as poucas estrelas visíveis no céu e confio um segredo ao meu coração: os sentimentos ainda são os mesmos.

Amo-te!

 

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